Intercom 2009 - Comunicação Organizacional
Ao contrário do que eu pensei antes de chegar até a sala onde as explanações e discussões sobre o tema aconteceriam, por se tratar de uma manhã de segunda-feira e feriado de independência, o lugar estava lotado e o corredor abarrotado de gente espiando pelas frestas da porta, aguardando com ansiedade alguém desistir para poder entrar e ter a oportunidade de ver o que se sucedia ali dentro: era muita gente querendo assistir e poucas carteiras disponíveis. "Mudemos então pro auditório", decidiu a organização do evento.
Já no auditório, o professor Arthur Roman (UFPR) abordou sobre as redes sociais e a ampliação das possibilidades de interação arrancando risos do público ao nomear toda essa quantidade imensa de informação que circula por aí de "ejaculação verbal".
Sobre as organizações o que foi dito por ele de forma mais enfática foi a questão da superação do mito da harmonização "ocêanica", ou seja, é preciso perceber que a harmonia em sua forma absoluta não será de forma alguma alcançada dentro de uma organização, pois somos seres humanos e naturalmente conflituosos.
Última palestrante da mesa, a professora Margarida Kunsch (USP) apresentou como desafios do século XXI a necessidade de criação de novas teorias (que se dá a partir da crítica) e o estímulo a reflexão de um modo geral. Para ela, produções que têm algo a acrescentar e contribuir para a melhoria da qualidade comunicacional são sempre fruto de uma boa atividade reflexiva e crítica, o que ficou bem claro e marcado durante toda a sua fala.
Finalmente, após as exposições dos professores, o público finalmente teve a oportunidade de tomar a voz para questionar, criticar e acrescentar o que achasse pertinente. E assim se finalizou a mesa-redonda que eu - congressista perdida em meio a tantas coisas para serem vistas - mais senti prazer em participar.
por Gabriella Rocha.


