quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Castidade: Capítulo 3

Tentei realmente fugir da aparência do demônio, mas ele me perseguiu até a Igreja, mas por incrível que pareça através das decepções e desapontamentos que sofri cedendo as “tentações” constatei definitivamente que as aparências enganam, e como!


* * *

Certa manhã de Domingo, após a missa o padre José Bento me chamou para uma conversa em particular:

__ Como é que vai Aurélio?
__ Vou bem padre, mas qual é realmente o assunto da conversa?
__ Calma filho, não é nada para se preocupar, pelo menos não muito.
__ Que bom padre! Mas mesmo assim não posso demorar, tenho um almoço de recepção em casa, minha tia chegou ontem de uma longa viagem pela África meridional e nós preparamos uma singela comemoração para ela.
__ Tá filho vou adiantar o assunto; àquele seu vizinho vai participar da obra de restauração do altar e das imagens de toda a paróquia, na realidade ele é o melhor restaurador do país e como nossa Igreja é secular nós o convocamos e estamos como comunidade cristã pagando todas as despesas dele aqui em nossa cidade, confesso que tive vontade de lhe comunicar antes, mas só agora senti em você a segurança necessária para tal. Ah! Ele se chama Adalberto Silva.


Esta notícia me fez ficar por de mais aflito, será que cederia às tentações? Será que jogaria no lixo meses de esforço, dedicação e renúncia? Deus haveria de me ajudar!

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As obras de restauração começaram, admito que foi penoso ver tal homem, negro, forte e misterioso todas as semanas e não poder me deleitar em seus braços, mas próximo da intensificação das obras a Igreja teve que suspender as suas atividades e as missas e reuniões passaram a ocorrerem no Clube dos Católicos Apostólicos Romanos.

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Era um Sábado de tarde, fazia um calor escaldante mesmo com o céu acinzentado, a reunião de oração e ensaio dos coroinhas tinha acabado de encerrar e eu caminhava apressadamente para casa, porém de repente começou a chover e como a porta da paróquia estava aberta, o que me pareceu muito estranho, eu entrei correndo e caminhei até o confessionário e lá me sentei.
Depois de dez minutos de chuva, já estava mais que impaciente, comecei a andar por toda a paróquia que aparentemente estava vazia, quando percebi que a porta do porão estava encostada e que um barulho vinha lá de baixo. Desci lenta e silenciosamente as escadas e quando mais me aproximava, mais o barulho se tornava audível, não pude acreditar no que os meus ouvidos e olhos me mostraram: o padre José Bento transando com o negro! Com o Adalberto!

Continua...

Texto de Romilson Soares

"O Rei da Selva"

Vivemos em uma sociedade dominada pelo símbolo e poder do homem, mas não basta ser homem, tem que ser branco, ainda assim não basta, tem que ser heterossexual.
Este "homem", reina, manda e desmanda através de suas leis jurídicas, econômicas e religiosas. Assim ele subjuga outros seres humanos, mas que não correspondem ou não cabem em seu seleto “clube do bolinha” , a saber mulheres, negros/outras etnias e acima de tudo homossexuais(masculinos e femininos).
Ao homem__ branco e heterossexual­­___"tudo é permitido”, coisas como ter mais de uma mulher, excluir negros e demais etnias e espancar quando não matar homossexuais. "Ele" geralmente recebe um salário maior, ocupa os cargos de direção e está exercendo o sacerdócio nas religiões, em especial as judaico-cristãs e/ou patriarcais.
Quanto aos homossexuais, “coitados”, estes são a poeira da pirâmide cujo topo é ocupado pelo macho, ariano e explorador.
Viados, bichas, bobos da corte, 24, afeminados, boiolas, gueguelas, mãos quebradas, dalilas, sapatonas, 44, sabão, fazedoras de espuma, pé grande, aberrações, abominações, tudo, menos seres humanos dotados de sentimentos, emoções, amor, ódio, rancor, mágoas, verdades, mentiras, falsidades, sinceridade, cheios de valores, virtudes e defeitos como qualquer outro.
Muito engraçado como em pleno o século XXI, depois do movimento feminista, do movimento negro, do movimento gay, etc. depois de descobertas científicas que lançaram por terra a supremacia teórica e religiosa do “macho”, ele continue a reinar sob a máscara do pseudo-respeito e da pseudo-tolerância, sob a maquiagem secular dos direitos iguais.
Interessante como este mesmo homem, branco e supostamente heterossexual, defensor do cristianismo, da família e dos bons costumes, às escondidas use drogas ilegais, abuse sexualmente de crianças e de seus próprios filhos, estupre sua esposa e suas amantes, transe com gays e depois acabe com a integridade moral, física e não poucas vezes com a vida deles.
Mas todo ato do “rei da selva” é “aceito” e defendido, pois ele tem a seu favor as leis, a economia, a religião, o "poder absoluto" (corporativismo masculino).
É difícil ver força, coragem,liderança, virtudes, etc. em um ser tão fraco e inseguro como o “super macho”, estilo europeu (ou não), que para não se denunciar e se manter no poder, humilha, maltrata e elimina aquele que lhe parece ameaçador e diferente .
Em pleno ano de 2009, tal reinado e tamanha opressão contra homossexuais (masculinos e femininos), negros / outras etnias, mulheres e crianças não pode se perpetuar. Basta! É hora de luta! É hora de discussão! É hora de esclarecimento! É hora de respeito! É hora de denúncia! É hora de novas conquistas!




Por Romilson Bahia Soares

depois da pueta bate o remorso. por isso eu prefiro buceta

a frase do título não é minha, mas bem que podia ser. não é bom sentir remorso.

achei esse texto no perfil de um cara no orkut a algum tempo atras. acho que uns dois anos.achei muito legal e guardei. hoje encontrei por acaso e coloquei aqui. o nome do cara era augusto. espero que não me processe e queira arrancar todo o meu dinheiro. acho que não é a dele, mas se for que seja. eu sempre achei sacana esse negócio de direito autoral mesmo. mas isso é outra história. eu prefiro reler o texto.

depois da pueta bate o remorso. por isso eu prefiro buceta. gosto de abraçar depois, carinho e tal. gosto de amar os amigos, sem tê-los perto. Amigos são chatos.sinto falta da Carina Xavier. Assistia Caverna do Dragão e prefiro n acreditar nesse boato de que Uni era o satanás...Coitadinha, (isso é intriga de evangélico só por causa do chifre, aposto).acho o imaginário feminino o maior destruidor de relacionamentos promissores.Acredito q nem as crianças, e sei menos q elas. Gosto de dar risadas até doer a barriga e não consegui respirar maisTinha deixado de chorar aos vinte e dois mais ou menos, mas aí quase aos vinte e cinco porradas e porradas, socos e ponta-pés, abriram a represa dos meus olhos...hemoragia de lagrimas...mas sem drama q de novela quem entende é a globo. sou todo amorológico, sentimental anti-sentimentalista...gosto de putas, só na cama...mulher vulgar, só dos outros...(preciso tomar Floral de Bach), um tal remédio contra o preconceito...kkkÉ sério.No mais, menos, noves fora nada... “viver é muito perigoso”Ahhhh!!! Aquela musiquinha do Senna... porra ... sei q é piegas mas n resisto.Torço pro Bahia mas não espalha não. Na moral. A fora isso. Prefiro Romário.Gosto de fazer o q gosto. Fonte nova Cheia, sorvete, abraço, viagem, sacanagem..éti cetéraQuando a questão é: Valor ou valores. Eu fico sempre com os valores. ou amor e amores ai eu mudo vou pro singular... prefiro um só até acabar...mas um dia eu morro antes de acabar e ai será meu amor eterno...(casa família e filhos, quero) + nada quero tanto q me importe em não ter.“a alegria é a prova dos nove” a solidão me faz companhia. Gosto que a vida não se repita. Mas gosto do que gostei. Sou sem rancor...Guardo só o que me fez bem...Gosto da Noite...sol é para Branquelos...odeio sol.Dar risada sozinho de tudo e de nada, da própria desgraça é o meu remédio...Tenho terror ao tédio... Consigo curtir Calipso, vê Big Brother, etc..só nunca me acostumei com a Xuxa...Antipatia de pequeno, culpa do meu pai. (ele contava do filme pornô dela e falava mal da bixinha)Minha mãe é uma presença atmosférica. Ar e hálito, abraço dos espaços..Gosto de surpresas, improviso, odeio intelectual... gente que pensa q pensa e não vive...Eca eca eca eca.... intelectual é nogento catarro, escremento, eca eca....Livros, gosto muito, mas nunca os consigo ler.... mas vê-los na estante já me alegra...( “...os livros são objetos transcendentes mais podemos amá-los do amor tactil que voltamos aos maços de cigarro”) Nunca mais bati o bába... andar na chuva (chuva forte) é das coisas q mais gosto...Sou bobo...mesmo, piegas, cheios de tiques de menino menino, ... risadas sem piadas,timidez e coisas assim...Gosto – da paixão q do amor. + a paixão é vital. dentro de dentro. do amor.Teorias amorologicas; no mais menos noves fora nada...Gosto de poemas. N tanto qt parece. + gosto. são. JORGE!!!

sábado, 15 de agosto de 2009

Câmera Ação


Texto retirado do site Minha Vida:


Imagine ser o centro das atenções. Ser ouvida por todos e receber aplausos e elogios por todo o dia. Sugere algo muito agradável, não é mesmo? Agora pense em uma vida em que você não pode expressar seus reais sentimentos e precise representar um papel 24horas por dia. Não parece uma sensação nada agradável, não é? Foi pensando nesse conflito de sentimentos que alguns artistas plásticos propagam um movimento ao redor do mundo em que passam despercebidos aos olhos do público em fotografias. Com pinturas no corpo, eles se camuflam diante das câmeras e ficam "invisíveis". A ideia é levantar a bola de que ser mais um na multidão é tão legal, ou até melhor, do que ser uma pessoa famosa, que vive no foco dos holofotes. "Diferente do que as pessoas acreditam, o anonimato sugere uma vida mais tranquila e recheada de benefícios do que quando há o reconhecimento público. Ser o foco das atenções pode ser penoso e complicado para muitas pessoas", explica o psicoterapeuta Chris Allmeida. De acordo com o especialista, não são apenas os artistas que sofrem com esse problema. "Ser o mais reconhecido no emprego, na turma, no dia a dia, enfim, quando somos o centro das atenções, podemos gerar conflitos de personalidade e até mesmo desenvolver um quadro de depressão, já que entram em conflito aquilo que as pessoas pensam de nós e o nosso autoconhecimento", diz.Porque queremos ser o centro das atençõesClaro, todos nós queremos ter o talento reconhecido ou simplesmente ser admirado pelos colegas ou pela família. Mas, quando esse desejo passa dos limites e ser o centro das atenções vira praticamente uma regra, pode significar sinal vermelho. "Pessoas que desejam aparecer o tempo todo, sinalizam problemas sérios de autoestima . Quando não nos sentimos bem com nós mesmos, queremos, a todo custo, mostrar os valores que temos, mesmo sem acreditar que eles existam." Representar um papel O grande problema de ser a estrela de um ambiente é quando você não está sendo verdadeiro. "Existem pessoas que são reconhecidas pelo jeito sempre espirituoso, por exemplo, mas na realidade, no interior, elas não são tão bem-humoradas assim, então, para não perderem o valor, precisam representar uma coisa que elas não são", explica. Dessa forma, os problemas aparecem, porque a pessoa percebe que não é reconhecida pelos seus valores reais. "O que adianta gostarem do seu lado engraçado se, na verdade, você não é assim. No fim, você acaba percebendo que não gostam de você, mas do papel que representa", diz.Imagem social x autoimagem O psicoterapeuta explica que existem dois tipos de egos: a imagem social e a autoimagem. Mas quando eles entram em conflito, os problemas aparecem. A primeira é o que as pessoas acham de nós, já a segunda é a análise que fazemos de nossos sentimentos e de nossas atitudes. "Viver em conflito com esses sentimentos é uma situação complicada, já que vemos que as pessoas nos admiram e nos atribuem valores que sabemos que são falsos. É como um jogo de mentiras". Para acabar com esse dilema, o ideal é se empenhar em mostrar quem você realmente é. Assumir quais são os seus reais valores e acabar com a representação é o primeiro passo. "É importante fazer tudo isso sem ter medo de perder o reconhecimento e a admiração", alerta o especialista. Anônimo e feliz Mas, será que ser invisível aos olhos das pessoas a sua volta realmente pode ser gratificante. "Uma pessoa que não é o centro das atenções, não precisa focar no comportamento ou na aparência o dia inteiro, por exemplo. O direto de ir e vir, de se comportar do jeito que gosta, de vestir a roupa predileta, enfim, são simples atitudes do dia a dia que podem ser realizadas de uma forma natural, sem se preocupar com a sua imagem e com que as pessoas vão falar. A vida fica mais leve".

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Se

Se eu amasse uma mulher, um dia, com certeza seria ela.
E eu amaria todos os dias aqueles seus olhos castanhos, puro mistério e beleza, onde moram todos os segredos que em vão eu fingiria tentar desvendar. Alisaria todas as manhãs aqueles cheirosos cabelos escuros, para durante o dia, sozinho e pensativo poder me lembrar deles, sentir saudade e vontade de toma-los novamente. Seria pra ela que eu voltaria, cansado, todos os dias para casa. Seria a ela que eu ninaria todas as noites. Por ela faria tudo.
Se um dia eu tivesse de amar, entre tantas outras mulheres, uma mulher, com certeza seria ela. Pra guardar o gosto daqueles lábios sorridentes e doces. Pra sonhar com eles, pra ouvi-los, tê-los, senti-los. E então saber que neles moram toda a magia e felicidade que um dia imaginei achar. Por ela, tudo seria possível.
Se um dia, neste mundo, houvesse eu de me casar com uma mulher, seria a ela que eu escolheria. Para a noite enlaçado em seus braços, sonhar os mais doces sonhos e viver o paraíso que na terra jamais pensei encontrar. Por ela viraria do avesso, mudaria, deixaria até de ser quem eu sou. Por ela, eu perderia a cabeça, contaria as horas, enlouqueceria.
Se um dia eu amasse uma mulher, teria de ser ela.
Por ela eu largaria a razão e o juízo. Pois para estar com ela eu atravessaria o mundo. Seria eu outro homem.
E para estar com ela, seria pouco.